STJD acata pedido da CBF e pode punir clube gaúcho por racismo

O futebol brasileiro, como reflexo da sociedade, não está imune a episódios de racismo. Recentemente, um incidente durante o Campeonato Brasileiro Feminino trouxe à tona a necessidade de ações rápidas e eficazes para combater esse tipo de discriminação. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tomaram medidas imediatas após um ato racista ocorrido em uma partida entre Internacional e Sport Recife.

O episódio aconteceu durante a terceira rodada do torneio, quando uma banana foi arremessada em direção ao banco de reservas do Sport Recife. A resposta da CBF foi rápida, com a entidade emitindo uma nota oficial condenando o ato e solicitando providências imediatas. A Procuradoria-Geral do STJD, por sua vez, acatou o pedido da CBF e determinou que o Internacional jogasse sem torcida até o julgamento do caso.

Como o STJD atua em casos de racismo?

O STJD tem se mostrado proativo em casos de racismo, adotando medidas preventivas para garantir que os clubes sejam responsabilizados por atos discriminatórios de seus torcedores. No caso do Internacional, a decisão de jogar com portões fechados foi tomada em menos de 24 horas após o incidente, destacando a celeridade do tribunal em lidar com tais questões.

Essa abordagem rápida é parte de um esforço maior da CBF para combater o racismo no futebol. A entidade mantém uma unidade específica de monitoramento para acompanhar e relatar casos de discriminação, reforçando seu compromisso com a igualdade e o respeito dentro dos estádios.

Bananas foi atiradas ao campo durante partida – Foto: Reprodução/TV Brasil

Quais são as consequências para os clubes?

Conforme a jurisprudência do STJD, clubes podem ser responsabilizados por atos de racismo cometidos por seus torcedores. Isso significa que, além de jogar sem torcida, o Internacional poderá enfrentar outras sanções, dependendo do julgamento final do caso. A punição definitiva será determinada pelo colegiado do Tribunal, que avaliará todas as evidências e circunstâncias do incidente.

Essas medidas não apenas buscam punir os responsáveis, mas também servem como um alerta para que os clubes adotem políticas internas mais rigorosas contra o racismo. A expectativa é que, com punições severas, haja uma redução significativa de episódios discriminatórios nos estádios.

O papel da CBF na luta contra o racismo

A CBF tem sido uma voz ativa na luta contra o racismo no futebol brasileiro. A entidade destaca que, em casos de discriminação, é essencial agir rapidamente para garantir que os responsáveis sejam punidos e que o futebol continue sendo um espaço de inclusão e respeito. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, afirmou que a entidade sempre se antecipa em propor punições preventivas contra atos racistas, reforçando a importância de uma postura firme e imediata.

Com essas ações, a CBF espera não apenas combater o racismo, mas também educar torcedores e clubes sobre a importância de um comportamento respeitoso e inclusivo. A luta contra o racismo no futebol é contínua, e a colaboração entre entidades esportivas, clubes e torcedores é fundamental para criar um ambiente mais justo e igualitário.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.