Esse remédio custa R$ 11 milhões e foi aplicado pela 1° vez pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo significativo na luta contra doenças raras ao incorporar o medicamento Elevidys (delandistrogeno moxeparvoveque), revolucionando o tratamento de crianças com distrofia muscular de Duchenne (DMD). Este medicamento é o único disponível no Brasil para essa condição rara, oferecendo uma nova esperança para muitas famílias.

Distrofia Muscular de Duchenne (DMD)

A DMD é uma doença genética rara que afeta principalmente meninos e é caracterizada pela ausência ou alteração da proteína distrofina nos músculos. Essa deficiência causa fraqueza muscular progressiva, com a perda gradual das habilidades motoras, o que resulta em uma redução significativa na qualidade de vida dos pacientes.

Elevidys

Elevidys representa uma revolução no tratamento da DMD, sendo uma terapia gênica de ponta. Através de um vírus modificado como vetor, o tratamento introduz uma versão funcional do gene da distrofina nas células musculares, corrigindo a deficiência que causa a doença. Essa abordagem inovadora promete melhorar a qualidade de vida das crianças, retardando o avanço da doença e preservando suas habilidades motoras por mais tempo.

O custo do tratamento e o futuro dele

Embora o Elevidys seja um dos medicamentos mais caros do mundo, com um custo de aproximadamente US$ 3,2 milhões nos Estados Unidos, o SUS garantiu que o tratamento seja acessível às crianças com DMD no Brasil. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleceu o valor máximo de R$ 11 milhões, tornando-o o medicamento mais caro do país.

A incorporação do Elevidys pelo SUS é um marco importante, mas a luta contra a DMD está longe de terminar. A pesquisa científica continua sendo fundamental para o desenvolvimento de tratamentos ainda mais eficazes e acessíveis.

O SUS e a sociedade devem continuar investindo em novas terapias e melhorias no atendimento aos pacientes, para garantir um futuro com mais esperança para quem enfrenta doenças raras como a distrofia muscular de Duchenne. As informações são do Metrópoles.

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