Mais Santa Cruz, menos Brasília

Chegou à redação da Gazeta do Sul um apontamento de leitores/eleitores que serve como alerta para os vereadores de Santa Cruz do Sul. É preciso ser mais Santa Cruz e menos Brasília. A referência é feita em cima dos discursos e proposições direcionadas para medidas adotadas por deputados federais ou pelo Palácio do Planalto. A constatação é de que há muitos assuntos a serem tratados que mudam diretamente a vida dos santa-cruzenses. Os outros, apesar da relevância dos temas abordados na Capital Federal, podem ficar sob a responsabilidade dos parlamentares do Congresso. É claro que, politicamente, pode haver interesse de um lado ou outro de conquistar mais apoio local, pensando nas eleições de 2026, mas logo vem o período eleitoral para isso.

Briga na base aliada

A sessão da Câmara de Vereadores na segunda-feira terminou com clima tenso. O líder do governo, Edson Azeredo (PL), questionou a presidente Nicole Weber (Podemos) sobre o horário em que deveria agendar a próxima sessão solene. Perguntou se o ideal era 20 ou 22 horas. Foi motivado pelo atraso que tem se repetido nesse tipo de solenidade, fazendo com que tanto os homenageados quanto seus convidados fiquem a esperar. A presidente entendeu a atitude como um deboche à forma como está sendo conduzido o Legislativo, e que a situação criou-se pelo fato de que uma mulher está à frente da Casa – já que em outras gestões atrasos também ocorriam, mas o assunto nunca chegou a ganhar tamanha repercussão. Daí em diante, só piorou.

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Debate esquentou

Azeredo ergueu o tom de voz, como costuma fazer quando vai defender suas ideias; Nicole respondeu que ele não iria ganhar no grito. Ao fazer o último pronunciamento da noite, Azeredo pediu que a presidente se desculpasse por tê-lo “chamado de debochado”. O assunto motivador do debate acalorado, o horário de início das sessões ordinárias, deverá ser pautado nas próximas semanas. A situação exige uma ação rápida da equipe apaziguadora.

Um hábito a ser revisto

A Câmara de Vereadores sediou e foi coautora de audiência pública promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, quarta-feira à noite, para tratar sobre intolerância religiosa. Com a deputada Luciana Genro (PSol), apenas o proponente, vereador Alberto Heck (PT), e o seu colega Jeferson Redondo (Republicanos). Teve a presença do vereador de Rio Pardo Artur Franco (PSD), mas não de 15 parlamentares de Santa Cruz. É claro que poderiam ter compromisso no horário, mas há sempre a possibilidade de encaminhar alguma mensagem. A ausência deles e de representantes da Prefeitura foi sentida e citada.

Emendas sempre bem-vindas

O secretário de Saúde, Rodrigo Rabuske (PL), conversou com os vereadores santa-cruzenses e frisou a importância de que os legisladores busquem recursos, por meio de emendas parlamentares federais. É uma forma relevante de injetar dinheiro para o atendimento e diminuir as filas. Os vereadores têm conseguido bons resultados nesse sentido, sobretudo pela proximidade com deputados federais.

Reforma do secretariado

A gestão Sérgio/Alex estabeleceu metas para o secretariado. Aqueles que não as alcançarem poderão estar na mira de uma reforma, que pode acontecer em breve. Isso também pode aproximar outras legendas para a base.

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