Primeiras famílias do Vale do Rio Pardo recebem moradias do Reconstrução RS

Esta sexta-feira, 4, foi de alegria para as quatro primeiras famílias do Vale do Rio Pardo que assinaram, no auditório da superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF), contrato para obtenção de casa própria por meio do Compra Assistida, modalidade que faz parte do Programa Minha Casa Minha Vida Reconstrução RS. Elas estão entre as milhares de famílias gaúchas que tiveram suas casas destruídas pelas enchentes de abril e maio de 2024 e que agora terão a possibilidade de retomarem a vida em novos lares. Nessa primeira entrega, foram contempladas três famílias de Santa Cruz do Sul e uma de Sinimbu.

Presente no ato, o secretário de Apoio à Reconstrução, Maneco Hassen, destacou os esforços do governo federal na execução do programa, disse que ainda há muito trabalho pela frente e que mais e mais contratos serão assinados. “Hoje é um dia muito importante, especialmente para quem sofreu tanto. Nunca imaginei que o Rio Grande do Sul passaria por uma tragédia assim. Não foi só patrimônio que se perdeu, foram lembranças, histórias, tudo isso a enchente levou. Só vamos parar quando todas as famílias que têm direito receberem suas moradias”, frisou.

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Em Santa Cruz do Sul foram encaminhados 82 pedidos ao Ministério das Cidades para inclusão no programa. O levantamento das residências avariadas foi feito pela Secretaria Municipal de Habitação e pela Defesa Civil, que emitiu os laudos de interdição. Até o momento 30 famílias foram habilitadas em Santa Cruz do Sul e receberão imóveis já prontos, novos ou usados, no valor de até R$ 200 mil. Elas terão até o dia 30 de abril para finalizar a procura. As demais famílias ainda aguardam por análise e aprovação.

Radiante com a expectativa de em poucos dias entrar em seu novo lar, a assistente de RH, Débora Tacques, 33 anos, está há quase um ano morando com o filho de 5 anos, em um imóvel pago pela prefeitura através de aluguel social. Até a enchente, ela residia na Rua Henrique Schütz, no Bairro Várzea, em uma pequena construção nos fundos da casa da irmã. Quando a tragédia aconteceu, ela perdeu tudo.

Segundo Débora, o local ficou completamente alagado, a água cobriu até o telhado e quando baixou apareceram as rachaduras nas paredes. O imóvel que vai ocupar nos próximos dias tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e fica em um condomínio com pátio e piscina no Bairro Pedreira. “Tô apaixonada, eu vi e já sabia que seria minha. Meu filho tá animado, só quer se mudar e pra mim é um recomeço, uma vida nova, sem pagar aluguel, sem pagar prestação”, comemorou.

Também bem mais tranquilo está agora o casal de aposentados Ilony Thier, 73 anos, e José Carlos Hermes, 77, que residia em uma parte alta do Bairro Margarida, em um terreno com mais três casas e cortado por uma sanga. “A água levou ponte, levou tudo, a casa não foi derrubada mas rachou toda e a Defesa Civil interditou”, contou. Vivendo com a ajuda de uma filha do marido, que mora em Santa Catarina, eles conseguiram pagar um aluguel e com o salário mínimo comprar alimentos e as medicações de que precisam.

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Agora, no entanto, o cenário é bem mais promissor. Em breve o casal passará a viver em seu novo endereço, o Bairro Arroio Grande. Apesar da tristeza de sair de um lugar onde viveram por muitos anos, Ilony acredita que estar em segurança vai possibilitar uma vida mais sossegada. “Graças a Deus, vai dar tudo certo. Eu amei a casa, é bem plana, não tem degrau. Ele (marido) quase não enxerga porque trabalhou anos como metalúrgico e não cuidou da visão e também não ouve direito e eu já quebrei meu pé, então ali não tem escada, é uma beleza”.

Na ocasião do ato, o vice-prefeito Alex Knak, ressaltou a participação do Município, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e da Defesa Civil na seleção das famílias atingidas e no encaminhamento para inclusão delas no programa do governo federal. Ele afirmou que sabe a dificuldade de se contemplar a todos, mas disse que é o momento de agradecer oss avanço. “Hoje é um dia muito importante porque se está trazendo uma expectativa de melhoria de vida. Nós sabemos o tamanho do déficit habitacional, só que hoje é dia de agradecer o governo federal e todas as forças envolvidas para que a gente possa atender essas pessoas que foram tão duramente atingidas pelo maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul”, observou.

Trâmite

A modalidade Compra Assistida do Minha Casa Minha Vida Reconstrução foi criada para atender a população impactada pelo desastre climático do ano passado. Enquadram-se famílias que tiveram suas casas destruídas ou interditadas por ocasião das enchentes de abril e maio de 2024, com renda familiar na faixa do programa e que tenham sido indicadas pelo município no sistema da Defesa Civil Nacional.

As famílias beneficiadas recebem imóveis prontos, novos ou usados, no valor de até R$ 200 mil, não precisam arcar com os custos da documentação junto ao Registro de Imóveis, porém não podem vender o bem por um prazo de cinco anos. A escolha das novas moradias é feita pelos próprios beneficiários, com auxílio das imobiliárias e de correspondentes da Caixa Econômica Federal (CEF).

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