Passageira de carro de app conseguiu assumir direção para evitar mais acidentes após peça de caminhão se soltar e matar motorista, diz família


Mulher ainda disse à família que, antes do acidente, Eder Lopes Rosa confessou ter receio de dirigir atrás de um caminhão e mudou de pista. Condutor do caminhão ainda não foi identificado. Eder Lopes, de 39 anos, estava trabalhando quando foi atingido pela peça, em Goiânia, Goiás, segundo a família
Arquivo pessoal / Karlla Rosa
A passageira, de 58 anos, que estava no carro em que o motorista de aplicativo foi morto após ser atingido por uma peça de caminhão, assumiu a direção e conduziu o veículo até o canteiro lateral para evitar mais acidentes, segundo a família. Eder Lopes Rosa, de 39, sofreu um trauma extenso de crânio e face enquanto dirigia na BR-153, em Goiânia, de acordo com a Polícia Científica.
“Ela [passageira] disse que ouviu um barulho muito alto, que parecia uma bomba, um tiro, uma coisa explodindo. Quando viu que o Eder já estava imóvel, ela pulou entre os dois bancos, assumiu o volante, trocou de marcha e colocou o carro no canteiro. Foi uma reação para não acontecer uma coisa pior. Foi um impulso”, contou ao g1 a prima do motorista, Karlla Christine Rosa.
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A mulher ainda contou para a família que, antes do acidente, Eder disse ter receio de dirigir atrás de um caminhão e chegou a mudar de pista, mas o caminhão voltou a ficar na frente deles ao ultrapassar um veículo.
A Polícia Civil (PC) informou, nesta quinta-feira (3), que o caminhoneiro ainda não foi identificado: “Foi instaurado inquérito policial para investigação e esclarecer todas as circunstâncias”, acrescentou.
A missa de sétimo dia de Eder será realizada às 19h30 desta quinta-feira, na Paróquia Bom Jesus, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia.
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Acidente
O acidente aconteceu na tarde da última quinta-feira (27), no km 493, sentido Goiânia a Anápolis, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Peça de caminhão se soltou e atingiu o parabrisa, do lado do motorista, na BR-153, em Goiânia, Goiás
Divulgação/Triunfo Concebra
Segundo a Polícia Civil, parte da campana de roda (peça que faz parte do sistema de frenagem do veículo) se soltou e atingiu o para-brisas do carro, e em seguida o rosto dele. Com o impacto, a vítima morreu ainda no local.
A passageira relatou à polícia que o caminhão seguia pela mesma via e sentido, mas não parou após o acidente.
O mecânico Adriano Sousa, que trabalha há 20 anos no conserto de caminhões, disse à reportagem que a campana de roda é uma peça metálica grande, usada até para fazer churrasqueira quando descartada devido a sua resistência. Contudo, segundo ele, é possível a peça se partir e soltar pedaços durante o trajeto sem o condutor perceber.
Futuro caminhoneiro
Ao g1, a prima do motorista, Karlla Christine Rosa disse que Eder tinha “muitos sonhos” e estava se preparando para ser caminhoneiro. A esposa e filhos moram em Anápolis e ele estava morando na casa da avó, no Setor Novo Mundo, em Goiânia, pois assim conseguir trabalhar mais nas corridas e com entregas de mercadorias de uma loja online, disse a familiar.
“Nesta segunda-feira [31], ele iria iniciar as aulas de volante de caminhão. Ele tinha conseguido um emprego fixo para ser motorista de um caminhão e ele iria começar a tirar a carteira. O plano dele da esposa é que com esse emprego fixo viria a família toda para a Goiânia. Eles iam ficar juntos, todo mundo junto novamente”, afirmou a prima.
Família do motorista de aplicativo morava em Anápolis, segundo a família
Reprodução/Redes sociais
Rever a família
Segundo a prima do motorista, a passageira que estava no banco de trás no momento do acidente foi ao velório de Eder e contou a família alguns detalhes do ocorrido. Segundo a prima, a mulher relatou que o motorista a pegou no Setor Bueno, na capital, para uma corrida até Anápolis.
“Ela disse que ao entrar, ele disse a ela que achava bom quando surgia viagem para Anápolis, porque ele aproveitava para ver os filhos que moram lá na cidade”, disse a prima.
A prima relatou ainda que a mulher afirmou que ela quem manobrou o carro até o canteiro lateral após o acidente: “Ela disse que ele estava a 60 km/h, que tudo foi muito rápido, e que, certamente, ele não viu nada”.
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