Vídeo de queda de ponte na TO-126 é fake; congestionamento foi causado por caminhão quebrado

Ageto diz que fila de veículos parados foi causada por caminhão que quebrou. / Foto: Reprodução

Um vídeo que viralizou nas redes sociais gerou alarme entre motoristas e moradores da região do Bico do Papagaio, ao afirmar que uma ponte na TO-126, entre Sítio Novo do Tocantins e Imperatriz (MA), teria desabado. Contudo, a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) esclareceu que as imagens são falsas.

De acordo com a Ageto, uma equipe técnica foi enviada ao local para vistoriar o trecho nesta segunda-feira, 31, e constatou que a ponte está em perfeito estado. Na realidade, o congestionamento registrado no vídeo foi causado por um caminhão quebrado, que bloqueou a passagem e provocou filas de veículos em ambos os sentidos da rodovia.

O Vídeo

No vídeo, supostamente gravado na noite de segunda-feira, caminhões aparecem parados nos dois sentidos da estrada, enquanto um motorista narra que a “ponte caiu”, fazendo referência ao desabamento anterior da ponte Juscelino Kubitschek (JK).

“Notícia maravilhosa, a ponte cá no desvio, para chegar em Imperatriz, caiu mais uma! E agora, papai, o que vou fazer pra ir embora?”, diz o narrador, em tom de desespero.


Embora a ponte na TO-126 não tenha caído, a situação das rodovias estaduais na região é crítica. Mais de três meses após o desabamento da ponte JK, que ligava o Tocantins ao Maranhão, o tráfego intenso de caminhões foi desviado para estradas não preparadas para suportar tal fluxo, como a TO-201.

A estrutura das vias está seriamente comprometida, com asfalto destruído, calçadas quebradas e esgoto a céu abertoem cidades como Axixá e Tocantinópolis.

Moradores reclamam do barulho constante, da sujeira e dos danos às vias urbanas. Ao mesmo tempo, caminhoneiros enfrentam atrasos de várias horas para concluir suas viagens.

O que diz o Governo

O Governo do Tocantins alega falta de recursos para realizar a manutenção adequada das estradas e cobra auxílio do governo federal.

Por outro lado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou a contratação de serviços emergenciais, mas informou que as obras de recuperação das rodovias afetadas só devem começar em junho. O custo estimado é de R$ 150 milhões para a restauração de aproximadamente 410 km de rodovias.

Enquanto isso, os moradores e caminhoneiros cobram soluções imediatas para os problemas de infraestrutura que tornam a rotina na região cada vez mais difícil.

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